terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Passeios românticos em Bariloche


Durante todo o ano recebo na agência a muitos casais em lua de mel e não é para menos. Bariloche por si só é uma cidade romântica devido à sua paisagem de montanhas e lagos, restaurantes aconchegantes, passeios e atividades interessantes.A idéia da postagem de hoje do blog é mencionar alguns passeios que os casais apaixonados gostam de fazer em Bariloche.  

Obviamente os passeios noturnos de inverno são um sonho de consumo para qualquer casal, apesar de não serem baratos. Os mais conhecidos são os que possuem circuitos de moto ou quadriciclo de neve: NocheNordica, El Refugio Arelauquen e La Cueva. Outra opção noturna bem interessante, mais econômica e cultural, é o Montanha e Tango do Refugio Berghof, que foi um sucesso no ano passado.Para quem deseja dar uma voltinha nestes veículos de neve de maneira mais econômica, poderia optar pelos circuitos realizados durante o dia, sem refeição, neste caso o valor é por veículo, ou seja, a cada duas pessoas. Já nas opções noturnas com jantar, o valor é por pessoa, não por casal.




Outra opção interessante de inverno seria a caminhada com raquetes à tarde do refúgio “Roca Negra” (Cerro Lopez). O interessante desta experiência  não é a caminhada em si, mas a experiência de apreciar uma linda paisagem e degustar um fondue de chocolate dentro de um cálido refugio apreciando o entardecer de cima da montanha.





Estar em cima da montanha aonde se chega subindo em teleféricos também é sempre romântico e prazeroso. Em Bariloche tem vários teleféricos, que chega a confundir. Dentro do Circuito Chico está o teleférico para subir o Cerro Campanário, talvez a melhor vista de Bariloche. No cume desta montanha também tem uma confeitaria, que não é a giratória. Outra opção seria ir à confeitaria giratória do Cerro Otto, um passeio recomendado para fazer de maneira independente, usando o ônibus gratuito e exclusivo do Teleferico Cerro Otto que sai do centro.




Esquiando ou não, também vale à pena subir por um dos teleféricos do Cerro Catedral, o mais interessante é o bondinho “cable carril”, por onde se inicia a subida até o Refugio Lynch, onde até mesmo já fizeram casamento ao ar livre, de tão linda que é a paisagem. Se o “cable carril” não estiver funcionando, a segunda opção no Catedral para o público que não esquia é subir o teleférico “Amancay”, que leva ao setor sul da montanha. Fora da temporada de inverno, somente funciona um dos setores dos teleféricos, o “cable carril” e o “Amancay” vão alternando o funcionamento. Já no inverno, se o clima estiver em boas condições e não ocorrer nenhum problema técnico, todos os meios de elevação funcionam. O público esquiador geralmente compra o que chamam de passe diário para transitar livremente pela montanha usando vários meios de elevação, mas para os principiantes tem uma opção de comprar outro, o passe de principiante, que dá direito a usar um dos setores da montanha que tenha uma pista fácil, geralmente é na base (mas tudo dependerá das condições climáticas). Já para o público pedestre, aquele que não esquia (conhecido aqui como “peaton”), mas sim vai conhecer a estação, o passe “peaton” dá direito a uma subida e descida por um dos teleféricos escolhido. Eu sei que confunde, são tantos teleféricos e tipo de passes que dá um nó na cabeça, mas espero que com a explicação anterior tenha ficado mais claro. Aproveito para comentar que não tem que pagar uma entrada para ir ao Cerro Catedral, o que se paga à parte são os teleféricos, passes, atividades, transfers ou tour com guia.



Voltando ao assunto principal, é possível conhecer as românticas cidadezinhas Villa La Angostura e San Martin de LosAndes indo e voltando no mesmo dia, de excursão ou alugando um carro. No inverno é possível conhecer no mesmo passeio a Villa La Angostura, o Cerro Bayo, uma pequena e charmosa estação de ski. Quem não pretende esquiar também sobe à montanha para curtir a neve e fazer outras atividades como o ski bunda. Já no verão é possível conhecer a Villa La Angostura principalmente fazendo o “CircuitoGrande” ou de passagem quando se vai a San Martin de Los Andes. Entre Villa La Angostura e San Martin está a famosa rota dos 7 Lagos. Como eu sempre digo a quem me pergunta por email, a decisão entre alugar um carro ou fazer uma excursão guiada é muito pessoal e depende do perfil de cada um, eu não posso decidir isso pela pessoa.





Navegar é sempre romântico, seja no inverno ou no verão, ou melhor, durante todos os meses do ano, Bariloche tem duas opções clássicas de navegações: Isla Victoria e Bosque de Arrayanes e Puerto Blest e Cascata Los Cantaros. Qual a mais bonita? (isso me perguntam sempre na agência, rss) É muito difícil comparar as duas em termos de beleza, sem dúvidas isto não falta em ambas. Sinceramente não posso dizer que um é mais interessante que o outro, como comparar o encantador Bosque de Arrayanes com a Selva Valdiviana e a Cascata Los Cántaros? Cada lugar tem a sua beleza e particularidades, apesar de que a navegação a Puerto Blest parece ser a “preferida” em outras páginas e relatos na internet. Já na agência onde eu trabalho, a maioria dos meus clientes preferem a Isla Victoria e Bosque de Arrayanes. Talvez no inverno, por como é o clima, é melhor optar pela saída mais curta da Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, mas não é só isso, a zona de Puerto Blest é uma das mais úmidas da Argentina e no inverno, a tendência a chover nesta região é muito grande, até 4 vezes mais que na cidade de Bariloche. Recomendo mais Puerto Blest no verão.  No caso do passeio a Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, tem o opcional de escolher a área vip, que é o setor de cima do catamarã mais reservado, onde oferecem um lanche. Para quem deseja navegar de maneira mais íntima e alternativa, tem a opção de andar de veleiro, o mais tradicional é o “Velero El Orgulloso”. Não precisa saber manobrar o barco, a idéia é também poder velejar pela primeira vez e aprender um pouco com os guias sobre esta atividade. Já comentei aqui no blog sobre todos estes passeios, mas para não ficar escrevendo o mesmo, compartilho o link onde fiz um resumo das navegações mencionadas anteriormente, é só clicar aqui.



E para terminar, vivenciar momentos mais simples saindo para dar uma voltinha pelo centro indo ao Centro Cívico, fazer comprinhas na Rua Mitre, conhecer a Catedral da cidade, tomar um chocolate quente, ir ao Bar de Gelo, enfim, aproveitar cada momento ao lado de quem você ama!








Eu sei que sou suspeita para falar, mas recomendo muito Bariloche como um destino para passar a lua de mel ou comemorar o aniversário do casamento, não importa a época. É muito lindo e interessante conhecer casais que vieram passar a lua de mel em Bariloche e anos depois voltaram com os filhos. Bariloche é uma cidade apaixonante, quem vem uma vez mais cedo ou mais tarde voltará!



Mudando de assunto e repetindo o que escrevi na postagem anterior: Sei e entendo que estão todos ansiosos pelas tarifas e valores dos passeios do próximo inverno e muitos já querem reservar alguns serviços, mas peço um pouquinho mais de paciência porque ainda estamos trabalhando na agência para organizar a nossa campanha e agora no verão o movimento também é grande.

Qualquer novidade sobre isso estarei divulgando aqui pelo blog, pela fan Page do Facebook e enviando aos meus contatos por email. Se você desejar ser parte, é só enviar um email a sabrinapoinho@gmail.com solicitando receber as novidades para o inverno que vem. Para quem viajará antes ou chegará por agora, para marcar um horário comigo na agência para organizar um roteiro é só enviar um email também ou um whatsapp (para consultas breves, agendamentos ou mensagens mais urgentes): +5492944331745.


Ótima semana!



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Onde comer em Bariloche?

Quem nunca entrou na página do trip advisor para ler as resenhas dos restaurantes melhores posicionados de algum destino! Eu particularmente sempre dou uma olhadinha quando vou viajar. Apesar de que eu não sou especialista em realizar críticas gastronômicas, a idéia da postagem de hoje do blog é indicar alguns dos meus lugares preferidos quando saio para comer em Bariloche. A verdade é que já morando a algum tempo em Bariloche, eu sempre acabo indo comer nos mesmos lugares para não me arrepender, mas tento às vezes variar e gosto de conhecer restaurantes que nunca fui, até mesmo porque trabalho com turismo e tenho que constantemente estar recomendando, por isso até decidi escrever esta outra postagem sobre restaurantes mais detalhada.

Antes de citar os nomes dos meus restaurantes preferidos, gostaria de comentar que Bariloche se caracteriza basicamente por ter as seguintes especialidades: carnes, massas, pizzas, fondues, comidas típicas como truta e cordeiro e cervejas artesanais. A maioria dos restaurantes são de comidas “a la carte”, atualmente não tem restaurantes self-service.

Alto El Fuego:



Vou começar pelos restaurantes de carne, que é a grande especialidade de toda Argentina. O meu restaurante preferido para comer carne é o Alto El Fuego (Rua 20 de Febrero 451, no centro), já que a qualidade da carne aí é realmente superior e nunca cai o padrão, destaco deste lugar o “lomo” (filé mignon). Também o lugar se caracteriza por ter um ótimo atendimento, os garçons são bem simpáticos e o ambiente descontraído, é tipo uma casona antiga que está atrás do Centro Cívico, subindo um pouco mais. No final de janeiro fomos comer no Alto El Fuego e pedimos uma porção de “lomo”, salada mista, 1 água mineral, um vinho Gouguenhein reserva e 1 porção de frutas vermelhas com uma bolinha de sorvete, gastamos no total 770 pesos e deixamos 100 pesos de gorjeta (a gorjeta na Argentina é não tem uma porcentagem fixa de 10 %, fica a seu critério).
 A minha segunda opção para comer carne seria o tradicional Boliche de Alberto (Rua Villegas, Rua Elflein e Av. Bustillo), que também possui uma ótima qualidade de carne, visita quase obrigatória para quem vem a Bariloche e não é vegetariano. O atendimento é normal, neste sentido prefiro o Alto El Fuego.  O meu prato preferido do Boliche de Alberto é o “ojo de bife” (uma parte do contra-filé que tem um pouquinho de gordura). A batata frita fininha também é muito solicitada pelas pessoas que freqüentam o restaurante, assim como o tradicional “bife de chorizo” (outra parte do contra-filé) e a bombástica sobremesa “Copa Alberto”, que é uma mistura de sorvete de creme, chantili, frambuesas e doce de leite, uma combinação simples, porém deliciosa. Outro restaurante onde eu gosto de ir para  comer “ojo de bife”, mas freqüento menos por ser mais complicado reservar, é o La Salamandra Pulpería, que está a 6 Km do centro, na Av. Bustillo. O La Salamandra Pulpería é um restaurante pequeno, decorado com objetos típicos de campo, pouca luz e bem interessante. Possui um menu com poucas opções, mas tudo que tem no cardápio é bem gostoso e típico da argentina. Destaco o ojo de bife com salada de rúculas, o choripan (sanduíche típico argentino com lingüiça) e as empanadinhas. Em alta temporada é recomendável reservar com bastante antecedência e em baixa temporada, com alguns dias de antecedência, não adianta chegar lá na hora.  “Pulpería” é uma palavra antiga dos campos argentinos para apelidar aqueles lugares tipo “botequinhos” que o homem do campo ou o gaucho freqüentava para tomar algo, tipo um lugar de encontro. 

La Salamandra:



Existem muitos outros restaurantes de carne em Bariloche, conhecidos na Argentina como “parrilla”, o que seria a churrascaria no Brasil.  Basicamente sao encontrados os seguintes acompanhamentos para pedir à parte da carne: Batata frita, purê de batata, salada mista (só alface e tomate com ou sem cebola) ou salada completa. Alguns restaurantes, não todos, oferecem arroz (sem tempero), purê de abóbora e batatas cozidas (papas al natural), pode esquecer o feijão e a farofa, rss.

Para comer uma massa, gosto de ir ao L’Italiano Trattoria (Rua Quaglia 201), aí é possível encontrar algumas massas recheadas bem gostosas, neste restaurante geralmente peço o  “sorrentino” recheado de truta e salmão e também o que tem recheio de três tipos de carne, creio que se chama trivitelo. O Nebbiolo também tem algumas massas gostosas (Rua Palacios 156) e um prato que tem uma degustação de vários tipos de massas, além de outras opções grelhadas. O Boliche de Alberto também tem um restaurante especializado em massas (na esquina das ruas Elflein e Villegas), mas não é o meu preferido para comer este tipo de prato, apesar de que a lasanha “Alberto” já até ganhou prêmio do concurso Bariloche a La Carta e os pratos aí não são  caros.

Nebbiolo:



Quando saio para comer pizza vou geralmente ao restaurante Girula (San Martin 594), que também tem massas e outros pratos. Além de gostosa, a pizza grande do Girula é abundante e em minha opinião sobra para duas pessoas, eu e meu marido acabamos pedindo a que chamam de individual e dá bem para duas pessoas. É possível encontrar pizza em muitos outros lugares como no El Mundo (Mitre 759) e nas cervejarias artesanais.

Por falar em cervejarias artesanais, a minha preferida é a Manush (Rua Neumeyer 20), além da cerveja em si ser muito boa (adoro a honey beer), o lugar oferece pratos bem elaborados, além de pizzas e tábuas de frios. Destaque para a “Cazuela Manush”, que é um prato de carne bem macia, os hambúrgueres caseiros e a batata frita especial Manush. A pizza aí também é bem gostosinha, massa fininha e crocante. Outro lugar interessante para ir tomar cerveja é a Cerveceria Patagonia, não tanto pela comida e nem pela cerveja em si, mas sim pelo lugar que está dentro do circuito chico e rodeado de natureza. A cervejaria tem um setor externo de frente para o lago, creio ser o que mais vale a pena no lugar. O único problema é que a Cervejaria Patagonia está muito distante do centro e não tem transporte público que chega até lá. Outra cervejaria clássica e mais afastada do centro é a Blest, que recentemente abriu uma nova filial no Km 4 da Av. Bustillo, além da principal sede que está no Km 11 da Av. Bustillo. Em ambas é possível chegar com o ônibus n° 20. O destaque da cervejaria Blest são as suas tradicionais tábuas de frios e comidas de origem alemã.

Manush:




Eu amo fondue e a cada tanto saio com o meu marido para comer este prato que passou a ser típico da cidade devido a influencia trazida pelos imigrantes europeus. Sendo bem sincera, não creio que tenha algum lugar que tenha fondue em Bariloche que se destaque tanto um do outro, talvez o Chez Philippe (Primera Junta 1080) um pouquinho mais. O mais tradicional é o La Marmite, que está na Rua Mitre 329. Este restaurante também possui outros pratos típicos de carnes e massas. Na mesma linha de pratos típicos patagônicos e fondue, recomendo o La Casita (Quaglia 342), o forte da casa além da fondue, é o cordeiro preparado à moda do chef da casa. Outro clássico para comer uma comida típica da região é o tradicional Família Weiss (Palacios esquina com Vice Almirante O`Connor). Não creio que nenhum prato se destaque neste restaurante, mas não quer dizer que a comida seja ruim, inclusive eu vou a cada tanto e costumo pedir aí o fondue de queijo ou alguma tábua de frios. O menu do Familia Weiss tem uma grande variedade entre carnes, tábuas de frios, peixes, massas, fondue, goulash. Creio que vale a pena conhecer mais pelo ambiente bem típico da Patagônia, o restaurante é todo de pedra e madeira.


La Marmite:



Na cidade também é possível encontrar restaurantes que não tem uma especialidade específica, mas sim um cardápio mais variado, com um pouco de tudo. Gosto de ir ao Kostelo (Quaglia 111) comer um filé de truta e também a Holy Restobar (Juan Manoel de Rosas 434) comer o prato de salmão com purê ou a costela de porco como molho barbecue (lembra um pouco a do Outback), estes dois pratos dá para compartilhar entre duas pessoas. Tanto o Kostelo quanto o Holy estão no centro e de frente para o lago.

Para os vegetarianos ou para até mesmo quem não é, recomendo o El Vegetariano (20 de febrero 720), costumo ir com bastante freqüência, apesar de não ser vegetariana. Como diz o nome, a comida é toda vegetariana e muito gostosa, mas tem a opção de pedir que venha peixe no prato que é bem colorido por estar composto por várias coisinhas de vegetais, todos orgânicos.  É um lugar bem familiar, atendido pelos donos, o ambiente é acolhedor e tem bom preço.

La Fonda del Tio:


Não poderian faltar nas dicas os restaurantes mais simples, aqueles que são mais baratos que a maioria e muito freqüentados pelos residentes de Bariloche. O mais conhecido é o La Fonda Del Tio (Mitre 1130), o prato mais pedido da casa são as gigantescas milanesas em diferentes versões (napolitana, "suiza", normal, de carne, de frango).  Além disso, tem outros pratos como massas, carnes e pratos do dia. Gosto de pedir aí, além da milanesa,  os “sorrentinos” de presunto e queijo com molho à bolonhesa.  Ambiente bem simples, bom preço, comidinha gostosa e abundante. O Galpon de Salo (Mitre 1502) também é um clássico freqüentado pelos residentes de Bariloche, onde é possível comer carne a um valor um pouco mais econômico. Também está o Familia De Caso (España 590), que tem principalmente grelhados e massas.

Alguns restaurantes são  mais caros que a maioria e sao muito buscados pelos turistas. Um deles é o El Patacon (Bustillo 7000), que está de frente para o lago a  7 km do centro de Bariloche. O lugar tem um ambiente bem típico, similar ao da Familia Weiss, você é recebido com um brinde de boas vindas e também servem comidas típicas, principalmente carne. O valor da conta sempre será uns 20 / 30 % a mais que a maioria, mas em minha opinião a comida não é tão excepcional pelo valor que cobram. Vale à pena conhecer mais pelo ambiente e certo “glamour” que todos buscamos um pouco quando viajamos.

Por falar em “glamour”, o Butterfly (Hua Huam 7831), o Cassis (Rota 82, Km 5,5) e o novo Rastros (20 de febrero 451), são restaurantes que servem pratos bem elaborados em várias etapas. Na verdade oferecem uma degustação de “obras de arte” elaboradas por chefs de formação acadêmica. Apesar de que não dá para ir com frequência pelo gasto, eu  curto saborear pratos que nunca antes comi e experimentar novos sabores e texturas, mas acho que vale à pena ir se realmente a pessoa valoriza este tipo de gastronomia mais requintada e não prioriza comer em grande quantidade. 

Rastros:


Fui conhecer o novo restaurante “Rastros ” que tem essa mesma linha de alta cozinha, como o Butterfly e o Cassis, mas com a praticidade de estar em pleno centro (ao lado do Alto El Fuego). Dedico umas palavras a mais para ele porque realmente gostei muito. O lugar oferece duas propostas, um Menu de 5 e outro de 7 passos, podendo ser com ou sem harmonização de vinhos escolhidos pela casa. Os dois incluem água sem gás e no final, um café ou chá. Eu e meu marido optamos pelo menu de 7 passos com 3 taças de vinhos que vão se harmonizando com cada momento da degustação (vinho branco com as entradas, vinho tinto com os principais e vinho branco doce com as sobremesas). Confesso que amei a proposta do lugar, que tem como foco elaborar sabores típicos da Patagônia com um toque de modernidade. O ambiente é bem íntimo e o atendimento de todos, impecável. Destaque para a atenção do Chef Matias. Seguramente voltarei para experimentar o menu de 5 passos, que tem outras opções de pratos. Os meus preferidos do menu foram o mini fondue de queijo defumado e o cordeiro cozinhado por 48 horas com um método à vácuo. Mas o que me impressionou foi a sobremesa final “Invierno en Bariloche”, o chef foi até a mesa e “fez nevar” flocos de cheesecake (graças a preparação feita com nitrogênio líquido) por encima do prato que tinha um fininho bolo de chocolate com mouse, sorvete de creme e frutas vermelhas. Sem querer ser exagerada, creio que esta é a melhor sobremesa de Bariloche. O chef Matias me comentou que a cada tanto irá variando o menu, também de acordo à opinião dos clientes. Se você vier a Bariloche e quer vivenciar uma experiência gastronômica inesquecível, que seja típica e valoriza a alta cozinha, não deixe de conhecer o “Rastros”. É bom esclarecer que o restaurante foi inaugurado em outubro do ano passado, é bem recente e muitas pessoas não sabem ainda sobre a existência deste lugar. Quando ficar mais conhecido, seguramente vai ter reservas disputadas, a capacidade máxima do salão é para 30 pessoas. Na conta pagamos cada um 890 pesos pelo menu de 7 passos com vinho, mas para quem preferir pedir o vinho à parte, o valor do menu é 740 pesos. O menu de 5 passos atualmente custa 750 pesos ou 620 pesos. Os valores são de agora, fevereiro, provavelmente daqui há alguns meses irão aumentar, como tudo, graças a inflação na Argentina.

Um pouco mais de "Rastros":







Para finalizar, cito alguns lugares para fazer um lanchinho na tarde, gosto muito de ir a confeitaria da loja de chocolates RapaNui, até porque está a meia quadra da agência, para mim é super prático. Aí é possível encontrar várias delícias doces, alguns sanduíches e ao meio dia sempre tem alguns pratos para almoçar, adoro os ravioles. A confeitaria está ao fundo, tem que cruzar a loja de chocolate. Do lado está a sorveteria artesanal da Rapa Nui, ou seja, este é um lugar ótimo para escapar da dieta (chocolates, tortas, pastelaria, sorvete artesanal,  sanduiches, ufa!). Para seguir ganhando uns quilinhos, a um quarteirão de distância está a Mamushka, a loja de chocolate mais top e cara de Bariloche, que também tem a sua confeitaria que é meio apertadinha, mas tem umas tortas deliciosas e as melhores “medialunas” de Bariloche, destaque para a que é recheada com creme de avelãs. Está de moda ir tomar o chá da tarde no Hotel Llao LLao, o que não é nada barato, mas recomendo para quem adora doce e de passo, quer conhecer um pouco por dentro este emblemático e luxuoso hotel. O Llao Llao está bem afastado do centro e é conhecido por fora quando se faz o tour “circuito chico”, é possível chegar aí pegando o ônibus n° 20, se você não desejar gastar uma grana alta em taxi ou remis. Perto do Llao Llao, está a casa de chá Bellevue (Av. Bustillo 24600), bem tradicional mas nada de excepcional, porém com um lindo entorno natural. Outro lugar bem tradicional para comer tortas é a confeitaria Paila Co, que está na Península San Pedro, bem escondidinha e difícil de chegar. É  uma casinha charmosa, tem  uma decoração tradicional alemã e está rodeada de bosque e lago.

Paila Co:


Foto: Facebook Paila Co


Essas são as minhas dicas de onde comer em Bariloche, mas é bom esclarecer que cada pessoa tem um gosto e um bolso, o que pode ser bom para mim, para você nem tanto. Esta postagem não é para fazer propaganda de nenhum restaurante específico, aliás, em nenhum deles nunca comi de graça ou me pagaram para falar bem, é uma opinião pessoal mesmo de quem adora sair para comer com o maridão. Alma de Gorda? Tenho!

Mudando de assunto, graças a Deus estou recebendo diariamente muitas consultas por email de pessoas que viajarão a Bariloche, principalmente no próximo inverno. Aproveito para agradecer a cada pessoa que me escreve sempre com uma palavra de incentivo! Sei e entendo que estão todos ansiosos pelas tarifas e valores dos passeios do próximo inverno e muitos já querem reservar alguns serviços, mas peço um pouquinho mais de paciência porque ainda estamos trabalhando na agência para organizar a nossa campanha e agora no verão o movimento também é grande.

Qualquer novidade sobre isso estarei divulgando aqui pelo blog, pela fan Page do Facebook e enviando aos meus contatos por email. Se você desejar ser parte, é só enviar um email a sabrinapoinho@gmail.com solicitando receber as novidades para o inverno que vem. Para quem viajará antes ou chegará por agora, para marcar um horário comigo na agência para organizar um roteiro é só enviar um email também ou um whatsapp (para consultas breves, agendamentos ou mensagens mais urgentes): +5492944331745.




Espero por vocês em Bariloche!