sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Quer dar uma “voltinha” em Bariloche? Dicas de alguns lugares interessantes para conhecer em pouco tempo.

Depois de fazer várias excursões maravilhosas e estar com aquele “cansaço bom”, geralmente os turistas gostam de fazer passeios curtos para descansar um pouquinho. Alguns lugares de Bariloche são ideais para conhecer sem precisar de muito tempo, abaixo estão alguns deles:
 
Começo pelo histórico Centro Cívico. É a praça principal da cidade, considerada Monumento Histórico Nacional, onde se encontram obras arquitetônicas construídas com pedras e madeira no ano 1940, época na qual a cidade de Bariloche começou a fazer suas políticas de crescimento para incentivar a chegada do turismo. Aí se encontram a Sede Municipal, a Secretaria de Turismo, uma delegacia, o Museu da Patagônia (interessante para se visitar) e uma sala de exposição de artes chamada Emilio Frey. Perto dos arcos do Centro Cívico, na esquina da Rua Mitre e Psj, Gutierrez é possível fazer um mini city tour com o “tren de la alegria”, pela zona urbana do centro, durante uma hora e meia. Este passeio tem várias saídas durante o dia e passa pelas principais construções históricas da cidade.

Foto: EMPROTUR

Outra opção é cruzar os Arcos do Centro Cívico e caminhar pela Rua Mitre, onde se encontra o principal comércio da cidade. Aí estão concentradas as principais chocolatarias e lojas de souvenir de Bariloche. A rua paralela por cima, chamada Moreno, também é interessante para caminhar e fazer compras, na esquina desta com Rua Villegas tem uma feirinha de artesanatos.



Conhecer a confeitaria giratória do Cerro Otto é outro passeio para se fazer numa manhã ou tarde. Esta impressionante confeitaria gira a 360° bem lentamente e as mesas estão juntas à grandes janelas para que o turista possa ter uma vista de todos os pontos da cidade. No inverno este lugar também oferece atividades como ski bunda e caminhadas com raquetes, no caso de ter certa quantidade de neve acumulada.  Desde o centro a empresa do teleférico Otto oferece ônibus de graça de ida e volta até a base onde se tomam os teleféricos para subir até a confeitaria. Este transporte sai de dois pontos do centro: Rua Mitre esquina com Villegas e Rua San Martin, esquina com Pagano.



No Km 1,2 da Avenida Bustillo está o Museu do Chocolate, administrado pela empresa Havanna. Ao entrarem no museu, começa uma visita guiada, onde se conta toda a história do chocolate, desde a época dos Astecas, passando pelas fazendas de cacao da Bahia e chegando à história atual. Com direito a degustação de um delicioso chocolate quente! No meio também, os visitantes podem presenciar enormes esculturas de chocolate e os trabalhadores da fábrica produzindo estas delícias.




Para fazer um “Happy Hour” diferente, que tal visitar o Bar de Gelo? Este lugar se encontra na Rua España 476, no centro. São 90 metros quadrados de um ambiente onde tudo é gelo, mesas, cadeiras, copos, a barra, esculturas e paredes. Possui drinks especiais, exibição de vídeos e uma decoração moderna. Antes de entrar, o lugar brinda capas térmicas especiais para cada visitante, já que a temperatura aí dentro está abaixo dos 0°. Mas existe um setor seco e quentinho ao lado, como um “pré-bar”, onde também oferecem bebidas quentes.


Para os que gostam de caminhar pelo bosque, podem pegar um ônibus numero 20 e descer na zona do Hotel Llao Llao. Chegando aí, que é o ponto final, tem que caminhar uns 500 metros até a zona do Parque Municipal Bosque Llao Llao. Este parque está metido em parte da região do circuito chico e possui várias trilhas espalhadas  onde se conhecem  bosques,  praias e até se pode subir uma pequena montanha (Cerrito Llao Llao). A trilha mais conhecida se chama “Sendero Fundación” ou “Sendero de los Arrayanes”, que tem 4 Km de distancia por dentro do bosque. O lugar está cheios de placas dando informação, não se preocupem. Por dentro desta trilha se chega  a um bosquezinho de “Arrayanes” e mais na frente em uma prainha. No final se chega a um mirante para o lago Moreno e para os Morros Lopez e Capilla. Um lindo passeio para ter contato com a natureza.


A última dica é sair para patinar no gelo, uma boa idéia para quem está com crianças. No centro tem duas pistas, uma na Rua Mitre, ao lado da famosa chocolataria Rapa Nui, chamada "Pista Uno" e outra na Rua Juan Manoel de Rosas, quase em frente ao Centro Cívico, chamada "Neviska".



No início da Av. Bustillo, saindo do centro, está o “Cerro Viejo”, onde é possível ascender usando um teleférico até um mirante com confeitaria. A descida pode ser realizada através de um divertido tobogã gigante ou caminhando por dentro do bosque, onde é possível chegar até o “Museo  del  Montañes”, em homenagem aos pioneiros de esqui de Bariloche. O lugar funciona até as 19 hs



Existem outras opções de museus, caminhadas, etc, mas acho que estas são as principais. Espero que possam conhecer todas e aproveitar ao máximo!






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O que fazer à noite na cidade de Bariloche?


Muitos quando chegam a Bariloche me perguntam o que podem fazer para se divertir à noite na cidade. Apesar de Bariloche ser uma cidade relativamente pequena e na qual predominam as atividades em contato com a natureza durante o dia, existem algumas opções para poder curtir um pouco a noite.

Para as pessoas que preferem sair para tomar alguma coisa em um lugar interessante que tem boa música, Bariloche conta com vários bares tipo “pubs” que vendem cerveja artesanal e ficam cheios de gente. No centro, perto do Centro Cívico, subindo um pouco, estão concentradas alguns dos principais bares de cerveja artesanal: Antares, Manush, Ruta 40, Santino, Vikingos, Konna, South Bar, Bachmann.   Outro lugar conhecido é o bar “Wilkenny”(San Martin 435), onde sempre depois das 1 da manhã  tem um DJ para animar o lugar. Muito perto deste lugar está o Cassino, que além de ser um lugar para jogar, oferece todos os dias, espetáculos e gastronomia de alto nível. O interessante é que todos os domingos, no cassino, tem um show ao vivo de tango e uma pista onde dançam os residentes de Bariloche que gostam deste estilo.




À noite a Rua San Martin é mais movimentada que a Rua Mitre, já que possui maior concentração de bares e restaurantes, além do cassino, que brinda alguns shows com entrada gratuita no restobar que está no subsolo. Na rua que está paralela a San Martin, atrás do Hotel Panamericano, está o interessante Bar do Gelo (Ice Bar), que abre as suas portas a partir das 19 Hs.



Depois existem as opções mais específicas durante o inverno, como as excursões noturnas que envolvem uma atividade de aventura e gastronomia. São elas: os passeios de moto ou cuadriciclo de neve que se fazem na montanha e as caminhadas noturnas pelo bosque nevado. Este tipo de proposta sempre oferece um jantar depois da atividade dentro de um refugio de montanha, costumam servir fondues, tábuas de queijos e de frios defumados patagônicos, vinhos e vários tipos de bebidas, guisados de montanha e sobremesas de frutas típicas. Existem várias opções, entre elas podemos mencionar: “Noche Nórdica” (adoro!), ”El Refugio, em Arelauquen”, “La Cueva” no Cerro Catedral, Caminhada noturna com lanternas, no Refugio Neumeyer. Aqui no blog escrevi sobre todos estes passeios de inverno.

Eu, curtindo a noite nordica



Para quem vem a Bariloche fora do inverno e gostaria de vivenciar um jantar na montanha, em um típico refúgio com lareira e iluminado à luz de velas, uma possibilidade é ir ao Refugio Berghof, que apesar de não ser possível dirigir um veículo de neve , este lugar tem como grande atração a realização de shows ao vivo como os melhores artistas locais, sem contar a vista espetacular que podemos desfrutar ao fazer uma pequena caminhada por uma trilha até este refúgio.




E você, não gostaria de dar uma voltinha à noite no alto da montanha?


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Conheça Villa La Angostura, considerada o Jardim da Patagônia.

Como diz o título, Villa La Angostura é considerada o jardim da Patagônia aqui na Argentina, com toda a razão.

 Conhecer esta cidade é uma das excursões que se pode fazer desde Bariloche, que se encontra a uns 83 Km de distância. Pertence a Província de Neuquén, se encontra na margem nordeste do grande lago Nahuel Huapi e está nas encostas de importantes montanhas como o Cerro Bayo, o Cerro Inacayal e Cerro Belvedere.




Tem características idênticas a Bariloche, já que possui bosques, lagos e montanhas. Seu nome se deve à estreita Península de Quetrihue, onde está, na sua ponta, o famoso Bosque de Arrayanes que se pode conhecer desde Bariloche fazendo um passeio de barco ou desde a própria Villa, tambem de barco ou por uma trilha de 12 Km, que se pode fazer de Bicicleta. “Angostura” vem da palavra em espanhol “agosto”, que significa estreito.



O que mais chama atenção da Villa La Angostura é a sua arquitetura e seu desenho urbano, neste lugar existe um decreto que diz que todas as construções devem ser feitas em pedra e madeira e não podem ser altas. Existe também uma grande quantidade de casa históricas, da época da fundação da cidade, em 1932. Muitas delas foram feitas pelo famoso arquiteto Alejandro Bustillo, que também fez várias construções importantes na cidade de Bariloche, incluindo o famoso Hotel Llao Llao. A excursão tradicional que vai a Villa La Angostura, faz um city tour pela parte comercial, que é uma pequena avenida cheia de lojas e restaurantes de pedra e madeira e depois vai no setor mais histórico da cidade, onde está a entrada da Peninsula de Quetrihue e as Bahias “Mansa” e “Brava”.



No inverno a excursão que vai a Villa la Angostura  passa também no Cerro Bayo (antes de chegar a Villa), que é um centro de ski “boutique” e muito exclusivo, menor que o Cerro Catedral. Para os que gostam de esquiar, a qualidade da neve desta montanha muitas vezes é melhor se comparada ao do Cerro Catedral, já que o Cerro Bayo está mais ao oeste na cordilheira. A base do Bayo é pequena e todos os que vão a este centro de ski, esquiadores ou não, tem que subir por um teleférico até o setor principal da montanha onde se concentram todas as atividades. Neste lugar é possível alugar trenozinhos para fazer ski bunda e você pode ver de pertinho as pessoas esquiando ou aprendendo. E a vista dos mirantes, é um espetáculo!





Então, para os que querem contratar uma excursão a Villa laAngostura no inverno, o itinerário é o seguinte:  a van passa pelo hotel a partir das 8 hs da manhã para buscá-lo, depois sai de Bariloche pelo leste e a seguir começa  o caminho pela estepe. Em um ponto a van entra em um desvio que vai em direção oeste, continuando pela estepe, tem um ponto de onde se pode ver a cidade de Bariloche de longe. Depois de um tempo a rota começa a bordear o Lago Nahuel Huapi pela margem norte, Bariloche está na margem sul deste lago, e começa a entrar em um ambiente de Bosque úmido, que vai aumentando quanto mais ao oeste se chega. Faltando 3 km para chegar no centro da Villa, se encontra o inicio da subida ao Cerro Bayo, um caminho de terra e pedregulho de mais ou menos 6 km. A van vai primeiro no Cerro Bayo, antes de chegar a Villa. Quando o veículo estaciona, por volta das 10 da manhã, o guia coordena com o grupo o horário de descida do Cerro Bayo e continuar o passeio para Villa La Angostura. Geralmente por volta de 1 da tarde a van está descendo, mas este horário varia dependendo do grupo. Se é um grupo onde todos vão esquiar, a excursão fica mais tempo no Cerro Bayo e se a maioria só está conhecendo, a van desce antes para La Angostura. Não se preocupe que o guia coordena bem os horários de acordo ao perfil do grupo. Depois de ter descido, se conhece o centro da Villa (onde geralmente se almoça) e depois a excursão segue caminho até o setor mais histórico da cidade, passando por famosas construções.
 No final da tarde começa o regresso a Bariloche, por volta das 16:30 ou 17 hs. O passeio finaliza aproximadamente às 18 hs.


No verão Villa La Angostura é muito buscada pelo os praticantes de pesca esportiva. Os lagos desta região são ideais para este tipo de atividade. Além disso, existem pela cidade várias trilhas pelo bosque para fazer trekking e passeios de barco. Realmente vale a pena conhecer Villa La Angostura durante todo o ano. Também tem um passeio regular até esta cidade, mais este é mais curto e não passa pelo Cerro Bayo.

Desde Angostura, começa a famosa rota dos 7 lagos, que chega até outra conhecida cidade chamada San Martin de los Andes, que se encontra a uns 110 Km de Villa La Angostura (existe uma excursão desde Bariloche até San Martin de los Andes, já irei falar sobre ela). Também da Villa La Angostura, por um desvio ao oeste antes da rota dos 7 Lagos, a uns 30 Km está a alfândega argentina para cruzar ao Chile pelo “Paso Cardenal Samoré”, que é um caminho que usam os moradores de Bariloche para ir ao Chile, cruzando a Cordilheira dos Andes.

Então, ao visitar Bariloche, não deixe de conhecer também a Villa La Angostura, um lugar inesquecível!





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mapuche: povo originário da Patagônia e sua contribuição à cultura de Bariloche



 Os turistas quando chegam a Bariloche, escutam alguns nomes que não são de origem espanhola: Nahuel Huapi, Llao Llao, Limay, Coihue, etc. Exemplo: Mapuche= Mapu (terra) Che (gente), mapuche significa “gente da terra”.Já vamos saber alguns significados de outras palavras mais.
Estes nomes tem sua origem no mapudungum, idioma dos mapuche (não existe plural da palavra "mapuche"), que é um grupo indígena que habita a Patagônia desde tempos remotos e ainda hoje luta para manter viva sua cultura.
Antes da Patagônia ter seu território marcado e dividido entre Argentina e Chile, este povo originalmente habitava o Chile, incluindo a região da Araucania e a Ilha de Chiloé, por isto eram chamados pelos espanhóis de “Araucanos”. Por falar em espanhóis, nos transportamos às aulas de história, quando a professora nos contava que lá pelo século XVI, os espanhóis avançaram pela América e começaram a arrasar com diferentes civilizações, como os Incas, os Astecas, etc. Quando começaram os conflitos no Chile, o povo mapuche começou a lutar e a resistir bravamente aos espanhóis e como tática, iniciaram seu deslocamento para a parte leste da Cordilheira dos Andes (território argentino) e se estabeleceram em alguns setores para se fortalecer e defender seus novos territórios. Enquanto grandes civilizações foram caindo, o povo mapuche seguiu resistindo por mais de três séculos à invasão espanhola e até hoje mantém a sua cultura. Quando chegaram do lado argentino, encontraram outros povos, como os Tehuelches (gente do sul) e os Puelches (gente do leste).


Os mapuche (lembre-se, não existe plural de mapuche, não esqueci do"s") viviam da agricultura e a partir do contato como o espanhol, já no território argentino, passaram a usar também o pastoreio e a criação de cavalos. Além disso, intercambiavam mercadorias com os espanhóis e com isto conseguiam prata, que usavam para fazer objetos e acúmulá-los, já que era sinal de riqueza. As mulheres mapuche se dedicavam à cerâmica e tecelagem e até hoje são especialistas nesta atividade. As famílias se agrupavam por um antepassado comum sanguíneo, formavam comunidades e viviam em “rucas”, que eram como casas feitas de palha. 
No passado, no norte da Patagônia, existiram vários caciques mapuche importantes, que foram fortes líderes e comandavam grandes territórios. Podemos citar o Cacique Inakayal e o Cacique Sayhueque. Depois veio a "Conquista do deserto"(campanha militar para dominar o território da Patagônia e manter a soberania argentina perante o Chile) comandada pelo General Roca e aí foi quando aconteceu o grande massacre contra os indígenas que habitavam a Patagônia argentina no final do século XIX. Os Tehuelches foram praticamente exterminados, mas adivinhem qual resistiu novamente? 

 Mudando de tema, os mapuche se reúnem todos os anos para fazer um importante ritual para pedir aos seus deuses bem estar e paz para todos e para agradecer  o que a terra e a natureza entregaram ao homem.  Esta cerimônia religiosa que dura quatro dias se chama Nguillatun (fazer súplicas) e se realiza na época de colheita e durante a lua cheia.



Ainda hoje na Patagônia, existem problemas pela terra entre mapuche e grandes latifundiários, a empresa Benneton é uma das que está envolvida em vários conflitos territoriais com este povo. A relação com a terra é muito especial para os mapuche, não só porque é seu meio de sustento, mas toda sua espiritualidade e religião estão relacionadas à ela.
Hoje em dia existem várias comunidades mapuche, principalmente na Província de Neuquén, onde cada vez mais existe uma integração com o turismo, já que contam sua história e seu modo de vida. Este tipo de turismo cultural está cada vez mais se desenvolvendo e o turista pode adquirir uma grande aprendizagem ao ter contato com este povo, suas tradições e sabedoria, além de poder adquirir produtos originários como artesanatos e degustar pratos típicos. Conheçam mais sobre este tema aqui: http://www.rutamapucheneuquen.com.ar
Também encontramos comunidades mapuche em Rio Negro (onde está Bariloche), Chubut, em um setor de Buenos Aires e no Chile.


Como tinha prometido no início, abaixo está uma lista com alguns significados de palavras de origem mapuche que você poderá encontrar em Bariloche e arredores:

Bariloche (vuriloche)= gente que está atrás da montanha
Nahuel Huapi: Nahuel (tigre) huapi (ilha)= Ilha do tigre (tigre por se referir aos pumas ou porque os que lutaram nestas terras eram considerados “guerreiros e ferozes”)
Llao Llao (llau llau): Muitos fungos. Llao é fungo, mas quando a palavra é repetida pode significar grande quantidade. Além do conhecido e histórico Hotel Llao Llao que está em Bariloche, llao llao é um fungo redondo de cor amarelo-laranja que se desenvolve em uma árvore que se chama “coihue” (lugar de muita água) e em outra que se chama “ñire”(matorral), duas espécies nativas dos bosques da Patagônia.
Limay: rio cristalino ou águas transparentes. Limay é o nome de um importante rio que nasce no Lago Nahuel Huapi.
Cau cau: gaivota grande. Cau Cau é o nome de uma das empresas que realiza excursões lacustres em Bariloche.
Pire: neve
Hue: lugar. Pirehue: lugar de neve. Pirehue é o nome de uma pousada que está no Cerro Catedral.
Cura: pedra
Huemul (huenul): no alto. Huemul é o nome de uma espécie de veado nativo da Patagônia, de uma ilha que está no Lago Nahuel Huapi e de um hotel em Bariloche.
Melipal: quatro estrelas. Melipal é um bairro de Bariloche.
Millaqueo: pedra de fogo de ouro. Nome de uma montanha que está próxima ao Lago Nahuel Huapi.
Neuquén: rio muito correntoso ou que tem muita força. Neuquén é uma província do norte da Patagônia argentina.
Mari Mari: Bom dia! 

Dica: Quando visitarem Bariloche, não deixem de ir ao Museu da Patagônia, localizado no Centro Cívico. Na parte de cima deste lugar, tem uma exposição que mostra a história de todos os povos originários da Patagônia.








quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cultura e gastronomia em Bariloche: saborear o curanto na Colônia Suíça

Aproveitando que no próximo fim de semana (22 e 23 de fevereiro) irá acontecer a segunda Festa Nacional do Curanto em Bariloche, vou aproveitar para falar um pouco desta comida típica  da região. Curanto é uma palavra indígena de origem mapuche (como muitas outras que escutamos em Bariloche, já irei comentar sobre algumas) que quer dizer cura (pedra) e antu (sol) e quando juntas querem dizer pedras quentes. Mas que comida tão diferente é esta?


Podemos dizer que o curanto é realmente uma das comidas mais típicas de Bariloche, já que teve sua origem nos povos araucanos que habitavam a Ilha de Chiloé e foi trazida por uma das primeiras famílias pioneiras (sobrenome Goye) que chegaram a Bariloche vindas do Chile, mais especificamente chegaram ao setor onde se encontra a Colônia Suíça. Esta comida nas suas origens era feita com mariscos, pescados e algumas carnes, ao contrário de hoje, que se faz com vários tipos de carne (cordeiro, vaca,porco), frango e vegetais. O mais interessante deste prato ancestral é sua preparação que requer um grande ritual e que se cozinha debaixo da terra. Primeiro são colocadas algumas pedras para esquentarem numa fogueira e depois, se cava um grande buraco onde no fundo serão colocadas estas mesmas pedras que já estarão quentes. Por cima das pedras são colocadas folhas de árvores típicas da região (nalca ou maqui) e depois são colocados todos os ingredientes que serão cozinhados: cenoura, batatas, cebola, maçãs, batata-doce, abóboras recheadas com queijo e milho, carnes variadas, linguiças e frango. Depois de distribuir os ingredientes são colocadas mais folhas e por cima um pano úmido cobrindo bem toda a comida, e em seguida, se tapa tudo com bastante terra. O tempo de cozimento é de aproximadamente uma hora e quinze minutos (um indicador de que está pronto é quando começa a sair fumacinhas vindas debaixo da terra). Após este tempo de preparação, começa todo o ritual de descobrir todo o que foi colocado, muito interessante de se ver. O sabor que fica nos ingredientes é uma delicia, fica um gostinho defumado que diferencia o curanto de tudo que você já comeu antes.
  Existem  três lugares que servem curanto na Colônia Suíça, mais o principal e mais organizado é o do Vitor Goye (um dos descendentes da família pioneira que chegou nesta zona), onde além do curanto e todo seu ritual, é apresentado um show de folclore com um cantor muito carismático da 
zona.

Entre na página:  http://curantocoloniasuiza.com/ ,onde poderão fazer reservas, ver fotos, vídeos e saber mais informações sobre o curanto e a Colônia Suíça .

Existe uma linha de ônibus que sai do centro e vai a Colônia Suíça, é o número 10 da empresa Tres de Mayo. Demora a passar, por isto é importante olhar bem os horários: 
http://3demayobariloche.com.ar/nuevo-sitio/horarios1/horario-linea-10-colonia-suiza.html

Comer curanto na Colônia Suíça é em minha opinião um passeio imperdível que se pode fazer durante todo o ano, nas quartas e nos domingos.  



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ski nórdico e ski alpino em Bariloche, qual é a diferença?

Muitas pessoas vêm a Bariloche sonhando com o momento de poder esquiar nas montanhas da cidade, a maioria por primeira vez.  Por isto é importante saber que podem optar por duas categorias de ski, o nórdico ou o alpino.

Ski alpino


Ski nórdico

Existem diferenças importantes na hora de fazer esta atividade por primeira vez, vou falar um pouco de cada uma. O ski alpino, que começou a ser praticado nos Alpes (por isto tem este nome) tem como objetivo descer a montanha com a maior velocidade possível (claro que isto é a nível profissional). Nos centros de Ski, como o Cerro Catedral em Bariloche, existem vários meios de elevação (teleféricos) que partem da base até pontos mais altos da montanha. Os esquiadores devem comprar um passe que dá direito ao uso destes teleféricos, desta maneira vão subindo por este meio até a parte mais alta da pista que escolhem, para depois, descer esquiando. Mas não se assuste, os centros de ski têm pistas para principiantes com poucas pendentes, onde geralmente as pessoas que estão aprendendo fazem aula. Muitas vezes as aulas para iniciantes são feitas na base do Cerro Catedral, quando este setor tem acumulada certa quantidade de neve.

O ski nórdico ou de travessia surgiu em alguns países do norte da Europa com o objetivo de se deslocar de um lugar para o outro quando havia muita neve. Isto quer dizer que quando se pratica o ski nórdico a pessoa não só desce, mas também sobe, caminha e patina (não tem meios de elevação). Agora podemos comentar outra diferença importante na hora de escolher a categoria: O equipamento.

O equipamento para esquiar inclui botas, esquies e bastões (roupa de neve, luvas, óculos para esquiar e capacete a pessoa já tem que conseguir a parte e já ir preparada para atividade). A bota do ski alpino é dura e fica totalmente encaixada nas fixações dos esquies, juntamente para manter a estabilidade do esquiador nas descidas.  O tamanho dos esquies dependem da altura da pessoa, os atendentes das lojas de aluguel de equipamento já te olham e sabem qual serve para você. Totalmente diferente é a bota do ski nórdico, que mais parece um tênis de cano alto para fazer trekking, é muito mais confortável e só se encaixa a ponta do pé nas fixações dos esquies. Isto permite uma maior liberdade de movimento já que o calcanhar fica solto. Os esquies possuem como “escamas” embaixo, o que ajuda nas subidas.

Equipamento de ski alpino

Ski nórdico (notem com o calcanhar vai solto)

Ski nórdico 

Pela minha experiência com os turistas brasileiros que vem fazer ski por primeira vez, vejo que muitos sofrem ao colocar por primeira vez as botas de ski alpino, a ponto de não conseguirem caminhar direito. Todo o trajeto que a pessoa faz com as botas no pé e ainda por cima carregando os esquies, desde a loja de equipamento até o teleférico ou o lugar da aula, para muitos se torna um suplicio e já querem tirar o equipamento. Não quero desanimá-los com isto, mas é algo importante a se ter em conta já que esquiar não é uma atividade barata.  Também depende muito do perfil de cada um. Quando a pessoa é um marinheiro de primeira viagem, eu recomendo começar pelo ski nórdico para ter um primeiro contato com a atividade. 

Em Bariloche a prática de ski nórdico se faz  no Centro deSki Nórdico, no Cerro Otto. O ski alpino é praticado em Bariloche no Cerro Catedral e no Winter Park (somente para principiantes). Saindo da cidade (a quase 90 km de distância) está o Cerro Bayo que pertence a Villa LaAngostura, onde é possível também praticar o ski alpino.


Foto da página do Cerro Catedral


Vejo que muitas pessoas querem esquiar no Cerro Catedral por ser o maior centro de ski da América Latina e pela sua fama, realmente é um lugar lindo de se conhecer fazendo a  atividade ou não, mas antes de comprar algum pacote no Brasil com aula de ski incluída, pense antes no fator clima (vai ter neve para fazer a atividade quando eu chegar na cidade?) e se realmente é o seu perfil. Não se sinta obrigado a esquiar porque vem a Bariloche, existem muitas coisas interessantes para fazer. Longe de mim falar mal desta atividade, ao contrário, é muito prazerosa quando se consegue realmente começar a praticá-la e deslizar pela neve, mas para quem faz uma aula só e não pratica mais, talvez não consiga chegar a desfrutar de esquiar.  De qualquer forma, é uma experiência vivida e quem sabe você tem jeito para a coisa, nunca se sabe. ;)

Até a próxima!








domingo, 16 de fevereiro de 2014

Onde ficar hospedado em Bariloche: no centro ou “nos quilômetros”?

Muitas pessoas quando buscam hotéis pela internet ou compram um pacote ficam um pouco confusas na hora de escolher o hotel onde ficar. A cidade de Bariloche tem uma grande variedade de alojamentos para todos os gostos e bolsos, distribuídos por toda cidade, por isto é importante pensar bem o que você realmente quer, além do preço.

Os hotéis que estão no centro tem a vantagem de se poder fazer a pé alguns passeios para conhecer lugares importantes, como por exemplo, ir ao Centro Civico, caminhar pela Rua Mitre onde está a maior concentração do comercio turístico, sair para comer à noite, ir ao cassino, sair para barzinhos, etc. Além disso, no centro estão os bancos, supermercados, correio, agências de turismo, etc. Em compensação, está o maior movimento e ruído da cidade e muitos realmente querem vir a Bariloche para se isolar e estar em um lugar totalmente tranquilo. Para as pessoas que buscam extrema tranquilidade, estão os hotéis e as hospedagens saindo do centro, nos chamados “quilômetros”, dos quais pertencem a Av. Bustillo (a que sempre bordeia o lago) e a Av. de Los Pioneiros (paralela a Bustillo por cima). A Av. Bustillo tem aproximadamente 25,5 km até o famoso Hotel Llao Llao e o início da voltinha do “circuito chico” e a Av. de Los Pioneros chega até o Km 8,5 (até o cruzamento com a rota para o Cerro Catedral). Nestes setores existem muitas hospedagens em contato com a natureza, metidas dentro do bosque.   Também está a opção para quem quer alugar uma cabana ou bungalow (uma boa idéia para famílias). Mas vale lembrar que na Av. Bustillo estão espalhados alguns restaurantes importantes, como o “El Patacón” e a cervejaria Blest, além de mirantes e praias. Quando se fica fora do centro, tem que se ter em conta da necessidade de usar algum meio de transporte para se deslocar para fazer algumas coisas básicas. Uma idéia é alugar um carro, principalmente se é um grupo de umas quatro pessoas ou uma família. Mas se é inverno, tem que estar disposto a dirigir com alguns fatores em contra, como a rota congelada de manhã cedo ou subir alguns lugares com neve. Mais se você tem excursões contratadas, o transporte busca por você na porta do hotel, principalmente se forem excursões tradicionais. Dependendo do passeio e onde seja, se você está nos hotéis que se encontram mais ou menos depois do Km 15 da Bustillo (Ex. Hotel Llao Llao ou Tunquelén), algumas empresas cobram uma taxa extra para te buscar no hotel, é sempre bom confirmar esta situação. Para quem fica nos “quilômetros” e não se importa em andar de ônibus, podem comprar os tickets com antecedência para andar neste transporte, a empresa que presta este serviço se chama “Tres de Mayo”. A principal linha é a numero 20, que faz todo o recorrido desde o centro até o Hotel Llao Llao pela Av. Bustillo.

Os hotéis mais conhecidos do centro são: Panamericano, Edelweiss, Cristal, Kenton, Três Reyes, Nevada, Soft, Tirol, entre outros.

Pela Av. Bustillo estão:  Design Suites, Rochester, Nido del Condor, Villa Huinid, El Casco, Llao Llao, Charming, Lirolay, etc.

Pela Av. de Los Pioneros: Villa Sofia, Aldea Andina, Rupu Pehuen, Pioneros (Villa Huinid), etc.

Em minha opinião, destas duas opções não existe uma melhor ou pior para recomendar, depende do perfil de quem esteja buscando. Se você se programar bem, não irá ter inconvenientes, afinal quando estamos de férias o importante é desfrutar.


E você, qual opção acha mais interessante ou gostaria mais?


Hotel Edelweiss (centro)


Villa Huinid (Av. Bustillo)


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Excursão a Ilha Victoria e Bosque de Arrayanes, uma navegação imperdível!



Este é um dos passeios imperdíveis de Bariloche que se pode fazer durante todo o ano todo, independente do clima.

O passeio sai do Porto Pañuelo que está a 25,5 Km de distancia do centro, no caminho do circuito chico e está ao lado do emblemático Hotel Llao Llao. Se você não quiser pagar o traslado da empresa desde o seu hotel até o porto poderá ir de ônibus comum (o número 20).





A navegação visita a Peninsula de Quetrihue onde se encontra o Bosque de Arrayanes, que pertence a Villa La Angostura, que é uma cidadezinha de Neuquén onde se faz outra excursão tradicional (já irei comentar sobre ela).  Neste bosque está a famosa casinha que dizem que inspirou Walt Disney a fazer o desenho Bambi. Tenho a obrigação de dizer-lhes que infelizmente Disney nunca esteve neste bosque, são só boatos, mas não contem isto para as crianças! Não se decepcionem com esta revelação, a casinha (antes era a casa de um pioneiro e hoje em dia, uma confeitaria) e o bosque são lindos e te fazem sentir em um conto.  A árvore do Arrayán é uma das mais lindas dos bosques de Bariloche, o tronco tem uma cor canela clara bem diferente, possui folhas verdes pequenininhas e lindas flores brancas, realmente chama muito a atenção. Por dentro do Bosque tem uma trilha toda de madeira em forma circular e super acessível, sendo finalizada na confeitaria. 







No passeio também se navega até a maior ilha do Lago Nahuel Huapi, a Ilha Victoria, famosa pela sua história sobre a chegada de alguns pioneiros na cidade e a introdução de espécies exóticas na Patagônia.  Aí se encontram várias trilhas, casas históricas, praias, restaurante e muita natureza, está tudo bem sinalizado com cartazes. Depois de conhecer a Ilha, se navega de volta até o Porto Pañuelo. 








No total são três trechos de navegação e é possível que a mesma primeiro chegue até a Ilha Victoia e depois, se visita o Bosque, durante o ano podem ocorrer pequenas mudancas no horário ou na ordem do itinerário. É muito interessante estar do lado de fora do barco e observar as montanhas ao redor e as gaivotas que perseguem o barco em busca de um pedacinho de biscoito que os turistas dão com a mão (foto clássica).







Horários da excursão considerando o transfer saindo do centro (mesma tarifa): das 9:00 às 17:00 hs ou das 10:45 hs às 18:15 hs (vai modificando dependendo da época)  ou de 12:30hs às 18:15 hs.   Nos dois horários é feito o mesmo itinerário, a diferença é que no mais longo a permanência na ilha é grande. Recomendo a segunda saída.

Para saber as tarifas atualizadas dos passeios, entre aqui



Passeio recomendado para fazer durante todo o ano e para todas as idades!



Qualquer dúvida sobre este passeio ou qualquer outra consulta é só escrever para sabrinapoinho@gmail.com



Até a próxima!






Paisagem de Bariloche: combinação de formações vulcânicas e a erosão deixada pelas geleiras.

Quando se chega a Bariloche é impossível não ficar maravilhado com as características das paisagens, principalmente com a combinação de lagos e montanhas.  

A Patagônia teve varias fases geológicas importantes que formaram o que podemos presenciar hoje. Podemos citar o surgimento da cordilheira há milhões de anos, as diversas fases do vulcanismo e das eras glaciares e até as invasões dos oceanos.  


Considerada uma formação jovem, geologicamente, com alguns milhões de anos, a Cordilheira dos Andes foi formada pela subducção (atrito) de duas placas: uma é a placa oceânica do Pacifico e a outra é a placa Continental Sul-Americana.  A oceânica se afundou em diagonal na Sul-Americana, justo neste ponto a atividade magmática é intensa, ocasionando afloramentos rochosos e formando desta maneira uma grande cadeia de montanhas. Imaginem que o Chile está bem encima deste ponto de atrito de placas e intensa atividade magmática, por isto todos os dias neste país ocorrem terremotos, muitas vezes imperceptíveis e outras, devastadoras.  Os movimentos dos magmas na crosta terrestre também provocaram pressões pela formação de gases, que acabaram formando  um canal de saída para a parte externa, gerando desta maneira os vulcões.  Por isto a Cordilheira dos Andes está cheia de vulcões em toda sua extensão. 


Aqui em Bariloche encontramos o vulcão Tronador (que está inativo).  O setor da estepe da Patagônia (mais ao leste) também está cheia de formações vulcânicas, porém estas são mais antigas e têm alguns milhões de anos a mais que a cordilheira, além de ter outra formação. Por esta razão, as montanhas da estepe são mais baixas e possuem formas diferentes, já que também sofreram a erosão dos rios e dos fortes ventos.

Vale Encantado, estepe patagônica

A última glaciação que aconteceu há milhares de anos foi a responsável por gerar uma grande erosão nas paisagens da região. Nesta época as geleiras desciam pelas montanhas formando as chamadas línguas dos glaciares, que ao avançarem, iam tirando pedaços de rochas e formando sedimentos pelos caminhos. Os acúmulos destes sedimentos são chamados de morenas. A cidade de Bariloche está construída sobre uma das morenas laterais que foram acumuladas há milhares de anos pela passagem de uma grande língua glaciária, o atual Lago Nahuel Huapi. O retrocesso e derretimento das geleiras há milhares de anos atrás, foi dando origem aos lagos da região. Imaginem que o Lago Nahuel Huapi, mencionado anteriormente, era a junção de diversas línguas glaciarias que descenderam de várias montanhas da região e se juntaram em uma língua principal, que ao derreter, formou este emblemático espelho de água de mais de 500 km2 de superfície e com mais de 400m de profundidade em alguns setores.  Hoje também podemos observar a erosão pelo passo das geleiras observando os vales em formas de “U” nos morros de Bariloche, como o Catedral o  López, onde se realizam diversas atividades no inverno.

E para completar a maravilhosa paisagem de Bariloche, depois de todos estes processos e catástrofes geológicas, a vegetação foi colonizando aos poucos a região, sendo que muitas espécies da fauna e da flora ficaram isoladas e tiveram sua evolução na Patagônia e por isto são encontradas somente neste lugar em todo o planeta. 





Brazo Tristeza (Lago Nahuel Huapi)
Nesta foto podemos observar os vales em "U" que deixaram os glaciares ou geleiras

Cerro Catedral e seus vales que erosionaram os glaciares


Nesta foto tirada desde o Chile, olhando para o lado da Argentina, podemos observar a Cordilheira dos Andes com dois de seus vulcões principais: Na frente, o Osorno (lado chileno) e no fundo o Tronador (lado argentino).Também podemos notar os típicos vales e um lago de origem glaciar.

Dica: Faltando pouco para o avião aterrissar em Bariloche, olhem pela janela e verão estes dois vulcões, estão bem destacados na paisagem, um por ser o morro mais alto da região (Tronador)  e o outro pela sua forma cônica bem marcada (Osorno).